às andanças em busca de uma explicação para a arte na 'pós-modernidade'.


























 
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andarilho errante
 
Segunda-feira, Março 31, 2008  


Tear de Santo

É no mar
É no mar onde
Entra sem avisar
O amor

É no mar
É no mar onde
Chega a se avistar
Um andor

É no mar
Na ira do mar
Onde os santos tecem
Seus milagres em teias da ilusão.

É no mar
Na ira do mar

É no mar
No sal do mar
Que se salga teu sabor

No sal
Na ira
No amor

É no mar
É no mar do amor

É no mar
No profundo do mar
Que se sente Ser

Profundo
Profundo profundo
É no mar que se penetra
Ao fundo, o mar.

É no mar
Na ira do mar
Onde cada instante
Insiste em ser

Velas içadas
É no mar
Onde a popa, ao vento,
Vai.

Levanta-lhes a saia
A brisa, mas tece
Rente a praia
A renda do sem-fim

É o limite
É o mar
O fim do chão

É o mar
Onde roçam, os saveiros,
Teus seios.

E teu ventre
Só não me arde mais em brasa
Porque és mar.

Mar-pecado
Mar-ira

É no mar
Onde tudo se sucede
E desassossega o coração

É no mar
É no mar como
Ter um pé em cada oceano
Onde os ventos levam pelas mais diversas rotas

E roto,
Quebra na praia.




11:55 AM Comments:

 
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