às andanças em busca de uma explicação para a arte na 'pós-modernidade'.


























 
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andarilho errante
 
Quinta-feira, Fevereiro 14, 2008  

Céu de abril

Flores abertas ao céu.
Flores à flora em mim.
Pétalas, línguas ao léu.
Flores a brotar, abril.

Quando fruto fores.
Tu, escrava da beleza em vida,
deixa madurar tuas cores
a cada orvalho mais viva

Sementes, quiçá um dia,
Flores do céu de abril
Tanto a perfumar Marias
quanto rosas no vazio

Fecunda erma terra!
As flores de beleza vil.
Que em cada fecundar, erra.
Futuro fruto que tu pariu.

Flores do céu de abril
Lindas como o horizonte
Por trás das verdes matas, negros montes.
De flores que jamais se viu.

Cheiro de areia molhada,
porra de terra encharcada,
Sob um infinito anil.
Flores, do céu de abril.




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