às andanças em busca de uma explicação para a arte na 'pós-modernidade'.


























 
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andarilho errante
 
Sexta-feira, Novembro 23, 2007  

11 de outubro

e eu posso mudar minhas palavras
desde que na tua boca elas tenham significados iguais.
e ainda que ninguém nos compreenda
ainda assim seremos nós

serão tuas as minhas palavras
minhas, tuas, nobres, raras
palavras de quem não quer, de quem não pára.
de quem não quer parar.

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Quinta-feira, Novembro 01, 2007  

angústia

veja meu amor
o que a vida fez de mim
um homem sem olhar
em um sofrer sem fim
não há coração
destino também não há
o que sobrou de mim:
um canto pra cantar.

não há palavras
nem razão,
nem forças pra lutar
nem sequer um dia
ou qualquer poesia
que me distraia
ou me faça ver você
de novo como quando
depois do prazer

sente meu amor
que esta angústia não tem fim
o sono, a vida, a rima
e você ainda insiste em mim
olhos, coração,
são pra quem não sabe olhar
pois onde fala o amor
a boca há de calar
como a manhã
que a gente um dia fez nascer
e fez a eternidade
nela se envaidecer

não há palavras
nem razão,
nem forças pra lutar
nem sequer um dia
ou qualquer poesia
que me distraia
ou me faça ver você
de novo como quando
depois do prazer




3:27 PM Comments:

 
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